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2 de dezembro de 2015 - 10:52F1

Fim de festa

f1 abu dhabi

SÃO PAULO | Já tinha aquele tio bêbado falando umas bobagens, uns dois ou três ainda animados, um monte de gente cansada e só esperando o carro chegar para ir embora. Esse foi o fim da temporada da F1 em Abu Dhabi, neste domingo. Uma corrida que até começou animada, parecendo aqueles karts de empresa pra fechar o ano, mas que depois ficou um tanto sem graça.

Agora, só em março.

Sim, foi um campeonato ruim, mas todos vamos sentir saudades da F1 até o GP da Austrália, em março de 2016. Sempre ficamos.

Foi um campeonato de carros. As cinco melhores equipes tiveram, na ordem, os dez melhores pilotos do grid: Lewis Hamilton e Nico Rosberg; Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen; Valtteri Bottas e Felipe Massa; Daniil Kvyat e Daniel Ricciardo; Sergio Pérez e Nico Hülkenberg. E depois aparecem Romain Grosjean e Max Verstappen.

Não fiz o levantamento da história toda da F1, mas fui voltando alguns anos no tempo para conferir. Em 2002, tal expediente aconteceu com quatro equipes: a Ferrari de Michael Schumacher e Rubens Barrichello; a Williams de Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher; a McLaren de David Coulthard e Kimi Räikkönen; e a Renault de Jenson Button e Jarno Trulli.

A raridade de tal feito é apenas mais um efeito colateral desta crise da F1 e dos rumos dados ao regulamento. Não, não acho que a F1 precisa ter carros iguais para todos. É, também, um campeonato de construtores. O que é preciso é ter uma situação que favoreça o equilíbrio entre os construtores. É isso que vai tornar o campeonato mais empolgante outra vez.

Vai haver volta por cima. A F1 vai se recuperar. Levaria anos para que um campeonato com tantos seguidores no mundo todo deixasse de existir, como vejo uns dizendo por aí. A F1 não vai desparecer. É questão de saber se reinventar, o que não anda fácil. As reuniões não fluem. Há meses que se fala em mudanças, mas nada é acertado. Só que um dia isso virá — sou otimista, não nego.

Claro que a audiência está caindo, como está caindo na TV aberta em geral. Não é de se estranhar que um GP de Abu Dhabi que nada valia tenha perdido na audiência para o Geraldo Luís. É uma pena que uma geração tão boa de pilotos esteja sendo “desperdiçada”. Nenhum dos campeonatos vencidos pelo Vettel foi chato como este — ainda que eu não tenha achado todas as corridas ruins. De fato, várias foram.

A esperança para 2016? Que a Ferrari consiga continuar dando um salto de performance. Teoricamente, os italianos têm mais para onde melhorar do que os alemães. Teoricamente. Nada quer dizer que isso vai acontecer. Ou, então, que Rosberg reaja.

Nos próximos dias, vou fazer aqui no blog uma série de posts sobre o 2015 de cada uma das equipes. Enquanto isso, esperemos pelos lançamentos dos novos carros e os testes. Já é dezembro. Fevereiro é logo ali.

2 comentários

  1. André Fonseca disse:

    Renan,

    Primeiramente, parabéns pelo prêmio da ACEESP!!!

    “Segundamente”, e essa é uma “profecia apocalíptica”, todas as fichas devem ser depositadas numa melhora da Ferrari (nunca pensei escrever isso, já que não gosto dessa equipe por ser contrária a tudo o que o esporte, qualquer que seja, representa), pois se depender do Nico “Rosdiva”, esquece, ano que vem será igual a 2015.

    Esses “lampejos” do final da temporada só existiram depois que o Hamilton faturou o caneco. Foram 6 poles do Rosdiva, mas dessas só 3 vitórias foram dele. As outras, Mirto passou por cima dividindo curva!!!

  2. marcelo silva disse:

    Saudade da F1 que tinha motores , barulho , chefes de equipes garagistas , marcas de cigarros ,equipes como Ligier , Tyrrel …,etc ! Desta que está aí nenhuma !!

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