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3 de dezembro de 2015 - 14:36F1

De cima para baixo

SÃO PAULO | Teve golpe na FIA. O Conselho Mundial aprovou que Jean Todt e Bernie Ecclestone façam mudanças no regulamento da F1 até o fim de janeiro sem precisar da aprovação das equipes. Agora, portanto, as decisões serão tomadas de cima para baixo. Exatamente como há algum tempo eu vinha dizendo que é necessário.

Não é uma questão de se discutir “democracia” e “ditadura”. É perceber que o mecanismo de gestão de uma empresa — que é o que a F1 é — não vem dando certo.

Com o regulamento nas mãos das equipes, as reuniões não dão em nada. Demora-se meses para se decidir por algo, e na maioria dos casos, nada se muda. As mudanças mais marcantes feitas até agora provavelmente foram os números dos pilotos e os capacetes únicos para toda a temporada… Nos assuntos importantes, mesmo, delibera-se, delibera-se e não se vai a lugar algum. Não há acordo pela contenção de despesas, pelo desenvolvimento dos motores, isso sem falar quando se usa esse ‘poder político’ como moeda de troca em negociações entre equipes e montadoras.

Está errado. O regulamento da F1 não pode ficar nas mãos das equipes. Simplesmente não há consenso entre elas.

A F1 não é uma cooperativa. A F1 é um campeonato que tem dono e que deve apresentar seu livro de regras e dizer: “Quem quer, venha. Quem não quer, não venha”.

E, aí, entra outra coisa: a FIA e Bernie Ecclestone que precisam saber montar um regulamento que atraia equipes e montadoras. Conversando com elas, dialogando, fazendo uma concessão ali e outra ali, mas tendo a palavra final e a liberdade para tomar as decisões necessárias.

Obviamente, a FIA e Bernie também são passíveis de erros. Cometeram muitos no passado. Porém, continuo acreditando que são eles que precisam tomar as decisões.

A cada vez que uma ameaça de campeonato paralelo falha, ou que um blefe como o da Red Bull é desmascarado, a categoria fica mais forte. Equipes vêm e vão, mas a F1 vai continuar lá, e quem é responsável por ela deve saber administrá-la.

Muito precisa ser corrigido nas próximas semanas para 2017. Regulamento de motores, e agora há a autonomia para a introdução de um motor alternativo, o regulamento aerodinâmico, a aparência dos carros, os pneus… Falando em pneus, finalmente, depois de meses de discussões, confirmou-se o esquema de escolha dos compostos para cada corrida do ano que vem. Cada piloto poderá escolher dois tipos de borracha entre três oferecidos pela Pirelli.

Nunca vi a F1 mais perto de sair da crise quanto neste momento.

1 comentário

  1. Douglas Kaucz disse:

    Finalmente a F1 vai poder sair dessa crise, tio Bernie sempre dá um jeito.

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