MENU

29 de junho de 2015 - 13:07Indy

Batendo com força

SÃO PAULO | Robin Miller, o sujeito do vídeo acima, é repórter da NBC Sports Network e da revista Racer, cobre a Indy há uns bons anos. E ele dá uma paulada e tanto na gestão de Mark Miles à frente da categoria.

A corrida de sábado em Fontana foi fantástica, mesmo. Se você gosta de corrida, mas mesmo assim optou por assistir ao jogo do Brasil na Copa América, lamento. Acompanhei os dois, e quase não olhava para o futebol, de tão acirrada que foi a disputa lá na Califórnia.

Mas de fato é uma corrida que nos obriga a fazer alguns questionamentos.

A começar pelo público. O autódromo passou longe de estar cheio para a final do ano passado, mas estava vazio no sábado à tarde. Fazer uma corrida em Los Angeles às duas da tarde em pleno verão não é o negócio mais interessante.

O principal, no entanto, envolve o motivo que fez a corrida ser tão interessante: o nível de downforce dos carros.

Com a preocupação em torno dos aerokits em Indianápolis, a Indy optou por um limite seguro de downforce. E, em Fontana, isso significou que os carros estavam muito próximos. Acontece que a Indy não é a Nascar, os carros são monopostos, acidentes fortes ocorreram.

Graham Rahal venceu, mas estava com uma tocada um tanto perigosa. Quase provocou diversos acidentes, e foi com ele que começou a batida que tirou Helio Castroneves da prova. Até ali, ninguém havia liderado mais voltas que o piloto da Penske.

No momento em que os carros começam a andar tão próximos, você começa a potencializar os riscos de grandes acidentes. Claro, a disputa foi ótima, mas há um outro ponto que o Miller menciona: o prêmio para o vencedor arriscar sua vida em nome do show foi de US$ 35 mil. É justo? A corrida terminou com Ryan Briscoe capotando. É flertar com o perigo.

Um ponto positivo desta gestão de Miles, que começou em 2013, é que as sucessivas brigas políticas que existiam até então esfriaram. Mas seus planos já começam a ser questionados.

4 comentários

  1. A Indy consegue fornecer um espetáculo desse, mesmo sem ter gênios na pista. E mesmo sem estar com o melhor equipamento que já teve em mãos.
    A real é que a Indy ainda não se encontrou com o nosso tempo. Teme a concorrência da NFL, em vez de fazer seu próprio público. Não consegue reproduzir minimamente a aura da Indy 500 em suas outras provas – para o público leigo, é como se fosse um evento único em maio cercado de quebra-galhos no restante do ano.
    No fim das contas, parece muito mais fácil e provável ver a Indy se reerguer do que a F1. Com donos de equipe capazes de bater o pé e mostrarem o que querem, não se precisará de muito pra categoria voltar aos tempos áureos. Mais gente nas arquibancadas, mais patrocinadores e dinheiro entrando, mais premiação para os pilotos, mais audiência na tv.

  2. Antonio Vidal disse:

    Na boa….faz tempo que a Indy tá pedindo…faz tempo que ela vem prometendo uma panca igual ou pior a que infelizmente ceifou a vida de Dan Wheldon.
    Amo corridas, amo…adoro velocidade, adoro. É só andar de kart indoor, como eu faço quinzenalmente, que você percebe que a coisa fica feia até com estes carrinhos de pipoca a motor….
    Os ovais são uma provocação, são insanos em termos de segurança aos pilotos. Vejo o automobilismo como esporte, como base para novas tecnologias automotivas. Não o vejo como show, senão, seria fanático por MMA.
    Os ovais são a essência da formação cultural automobilística norte-americana, ou seja, são bigas movidas a V8 e aerofólio….
    Esse papo de desafio….perigo….é coisa de mídia querendo conquistar audiência, ou como bem disse o Sr. Téo José,….”as 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS é a maior corrida do planeta”….?????!
    Amo o automobilismo e dele depende seus bólidos e principalmente, seus pilotos. O perigo sempre existirá, mas fazê-lo como uma constante, aí é exagerar.

    Abraços

  3. Antonio Vidal disse:

    Na boa….faz tempo que a Indy tá pedindo…faz tempo que ela vem prometendo uma panca igual ou pior a que infelizmente ceifou a vida de Dan Wheldon.
    Amo corridas, amo…adoro velocidade, adoro. É só andar de kart indoor, como eu faço quinzenalmente, que você percebe que a coisa fica feia até com estes carrinhos de pipoca a motor….
    Os ovais são uma provocação, são insanos em termos de segurança aos pilotos. Vejo o automobilismo como esporte, como base para novas tecnologias automotivas. Não o vejo como show, senão, seria fanático por MMA.
    Os ovais são a essência da formação cultural automobilística norte-americana, ou seja, são bigas movidas a V8 e aerofólio….
    Esse papo de desafio….perigo….é coisa de mídia querendo conquistar audiência, ou como bem disse o Sr. Téo José,….”as 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS é a maior corrida do planeta”….?????!
    Amo o automobilismo e dele depende seus bólidos e principalmente, seus pilotos. O perigo sempre existirá, mas fazê-lo como uma constante, aí é exagerar.

    Abraços

  4. Razor disse:

    Importante a fala do Robin Miller.
    Falou da insatisfação das equipes e dos patrocinadores com a audiência e o atual formato da Indycars.

    Disse também que a Indy só volta a Chicago se for em setembro e como rodada final do torneio, e aí colocou o dedo numa das feridas: o campeonato não pode acabar tão cedo. Pelo jeito é para não sofrer a concorrência de audiência com o futebol (deles, não o soccer). O que é ridículo!
    A primeira versão era que o campoenato de 2015 terminaria mais cedo para as equipes terem mais tempo de preparar os novos carros com menos custos, mas parece que a verdade é um tantinho diferente. É resultado de mais uma pesquizasinha fajuta de marketing que disse que o público da tv do futebol é o mesmo da Indycars.

    E termina convocando equipes e patrocinadores a pressionar Mark Miles a estender o torneio até outubro. Se ele não topar, que encontre outro lugar para trabalhar. Afinal, diz Miller, ELES têm os carros…

    Em tempo: o Robin Miller perguntou se é justo um piloto e os seus colegas arriscarem a vida por $ 35 mil em frente a um público de apenas 3 mil pessoas; não se um prêmio de $ 35 mil para o vencedor é justo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>