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2 de janeiro de 2015 - 13:51F1

Liberdade conquistada às avessas

2014-f1-motor-mercedes-v6_IISANTA RITA DE CALDAS Uma brecha no regulamento da FIA vai permitir que as montadoras desenvolvam os motores ao longo da temporada. Como não há uma data-limite para a homologação das unidades de força de 2015, elas poderão ser feitas a qualquer momento do ano. As exigências que precisam ser atendidas: o limite de unidades de força continuará sendo de quatro para o campeonato e no máximo 32 ‘fichas’ podem ser gastas. O que isso significa: Mercedes, Renault e Ferrari poderão começar 2015 com o motor homologado em 2014 e só mais tarde introduzir uma nova unidade de força, já atualizada. Provavelmente, isso vai acontecer no fim de um ciclo de motores (na hora de fazer a primeira ou a segunda troca, por exemplo).

A Honda, que não tem um motor homologado em 2014, está fora disso e precisará terminar seu propulsor até 28 de fevereiro, duas semanas antes do GP da Austrália.

Poder desenvolver faz todo o sentido para as montadoras e dentro do espírito do esporte, mas o problema disso é que os custos vão subir — e eles já estão altos. Foi por isso que, lá atrás, pensaram que era melhor manter o desenvolvimento limitado.

Essa mudança na interpretação do regulamento é ruim para quem fez o melhor trabalho, no caso, a Mercedes. Se o acordo era um, deveria ter sido mantido. Ferrari e Renault, tivesse uma vantagem, certamente estariam com a mesma postura da Mercedes e não a acusando de agir contra o esporte. No fim das contas, vai ser bom para o campeonato, e é normalmente assim que se age quando brechas aparecem. Uma liberdade conquistada às avessas.

9 comentários

  1. alex martins disse:

    A Mercedes terá que melhorar constantemente para nao ser alcançada. Isso é livre concorrência. E concorrência é ótima para todo mundo.

  2. Evaldo Muller disse:

    Isso é o correto, para o bem do esporte. !!!

  3. Jean Rul disse:

    Por este tipo de coisa é que as montadoras entram e saem da F1, perdendo o interesse no meio do caminho…

  4. eduardo disse:

    O congelamento de motores deveria ser depois de duas ou tres temporadas para dar tempo de os motores chegarem a um resuntado proximo, a F1 é a unica categoria que não trabalha para equilibrar as forças e a enorme diferença entre a Mercedes e as outras é o grande problema da F1,não o barulho

  5. Juarez disse:

    Nunca devia haver congelamento de motores ou de qualquer desenvolvimento e devia poder testar o ano todo. Que se dane se vai deu $ 450 para $550 milhões. Só deveria estar lá quem pode bancar e com 3 carros.
    Agora, se havia uma regra esta deveria ter sido cumprida. Em 2016 já estaria liberado. Cumprir regras valoriza o esporte. Mas, na Formula Ferrari é assim mesmo. E a Mclaren vai ser prejudicada por ter que homologar antes.

  6. Renato de Mello Machado disse:

    Congelamento,não. Competição, sim.A Renault foi a mais prejudicada com a mudança de motores,mas ainda assim deu show com a Red Bull.Descongelamento é vida sem isso espectadores vão embora e depois patrocinadores.Ninguém aguenta mais a Mercedes ganhando tudo se foi para isso quê mudaram para turbo,podia deixar como estava.

  7. Saulo disse:

    Não é questão de “punir” quem fez o melhor trabalho, a regra é idiota de nascimento.
    Basicamente tiraram o domínio de uns para entregar aos outros, todo mundo sabe disso. A F1 sempre foi as equipes tirarem a desvantagem sobre “os da ponta”, e a regra de hoje não permite que isso aconteca se a desvantagem é grande no início.
    Isso privilegia quem deu sorte também, porque se a implementacão da Mercedes se revelasse uma merd4, iam estar reclamando. No início estavam todos no escuro sem referência.

  8. alexgontijo disse:

    Acredito que o desenvolvimento tem que ser liberado mesmo, afinal a F1 é o ápice da engenharia automotiva. Porém as outras que se preparem, pois a Mercedes não tinha utilizado nem 75% do potencial do carro/unidade de potência! Coitada da Honda…

  9. Alexandre Melo disse:

    E aí, a Honda que se dane?

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