Copa sobre rodas: Rússia | Por Fora dos Boxes | por Renan do Couto
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30 de junho de 2014 - 14:20Copa do Mundo, F1, Indy

Copa sobre rodas: Rússia

SÃO PAULO | Completando a segunda-feira com outro país já eliminado da Copa do Mundo, a Rússia, que está começando a gostar desse negócio chamado automobilismo. Estão surgindo cada vez mais pilotos, equipes e também autódromos. Fizeram uma pista ótima em Moscou e, em outubro, a F1 vai correr nas ruas de Sochi.

mikhail aleshinE hoje acaba sendo um bom dia para falar da Rússia, já que Mikhail Aleshin se tornou o primeiro russo a ir ao pódio na Indy. Estreando na categoria, o primeiro representante do país no campeonato norte-americano tem se mostrado um pouco estabanado. Demorou para pegar a mão da pista de Houston: rodou nos treinos de sexta, na classificação no sábado e ainda tirou o coitado do Takuma Sato da corrida.

No domingo, a história foi outra: foi o mais rápido do grupo 1 no treino classificatório e largou na segunda posição. Depois, na base da estratégia e contando com a sorte de muitas bandeiras amarelas serem agitadas na segunda parte da prova, reapareceu na disputa e foi completar a dobradinha da Schmidt-Peterson atrás do francês Simon Pagenaud. Melhor resultado da história dessa promissora equipe.

E Aleshin não escondeu a felicidade depois do resultado — ao menos dentro dos padrões russos. O próprio Pagenaud comentou que as emoções do colega de time são meio “mortas”. Em outras palavras, disse que o cara é frio como a Sibéria.

O mais interessante foi Aleshin afirmar que seu vocabulário não incluía palavras em inglês suficientes para agradecer à equipe.

Mas Aleshin não é o único russo a chegar como novato em uma categoria top em 2014 e fazer sucesso. Tem também Daniil Kvyat, da Toro Rosso.

Daniil é o segundo russo a competir na F1. O outro foi Vitaly Petrov, que estreou em 2010 e tem inclusive um pódio, no GP da Austrália de 2011. Mas nunca foi grande piloto. Kvyat, por sua vez, debutou já se tornando o mais jovem a marcar pontos na história da categoria. Isso, tendo vindo direto da GP3, sem passar pelo caminho natural para a maioria dos pilotos, a GP2 ou a World Series.

FORMULA 1 - Canadien GP

Na REVISTA WARM UP do mês passado, saiu uma entrevista que fiz com o moço, que dizem que se parece comigo, e gostei dele. Mostrou um discurso decidido. Acho que vai longe na F1.

Vitaly Petrov foi o primeiro piloto da Rússia, e eu acho teve uma carreira interessante, mas não deu todos os passos. Mas ele não deixa de ser um piloto com grande potencial, pôde mostrar isso, mas não era muito consistente e provavelmente foi por isso que não conseguiu ficar aqui muito tempo. Acho que se tentasse de novo, ficaria por muito mais tempo, pois é um piloto muito talentoso. 

Nunca dá para saber, mas se tudo caminhar na direção certa, tudo acontecer do jeito certo, eu fizer acontecer nos momentos certos e na hora certa, eu definitivamente posso ficar aqui por mais tempo. 

Entrevista completa AQUI.

E curioso que, nas competições de kart na Europa, está crescendo bastante o número de russos. O país inclusive viu seu hino tocar no campeonato europeu de 2013, na KFJ, Robert Shwartzman. Dessa leva, vai sair mais gente boa. A Rússia tende a fazer bonito nos próximos 10 ou 15 anos no automobilismo.

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