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14 de junho de 2014 - 13:22Copa do Mundo, Indy

Copa sobre rodas: Colômbia

SÃO PAULO | Começou agora o primeiro jogo do terceiro país da série deste blog na Copa do Mundo: Colômbia.

O país entrou mesmo no mapa do automobilismo no final dos anos 1990, graças aos esforços de Juan Pablo Montoya, campeão da CART e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em sua primeira participação na prova. Destacou-se tanto que foi contratado por Frank Williams para correr no Mundial de F1.

Com a equipe de Grove, venceu quatro GPs e disputou até o fim o título da temporada 2003, quando terminou em terceiro atrás de Michael Schumacher e Kimi Räikkönen. Apesar do bom desempenho, o relacionamento se deteriorou ao longo da temporada 2004, e lá foi ele caçar seu rumo para defender a McLaren. Ganhou mais três corridas com o time, porém mais uma vez se desentendeu. Dessa vez, foi embora é da F1 para andar na Nascar, e agora retornou às origens: a Indy.

E ao voltar para a categoria uma geração após sua primeira passagem, ele se deparou com uma legião de compatriotas. Carlos Muñoz, Carlos Huertas, Sebastián Saavedra…

Isso foi tema de matéria na REVISTA WARM UP  deste mês, obra do Gabriel Curty e do Pedro Henrique Marum. Venezuelanos, que não estão na Copa, também aparecem no levantamento feito pelos meninos. Mas como a Venezuela chegou a ganhar do Brasil nos últimos quatro anos, merece ser citada aqui mesmo não estando na Copa.

Ah, e claro, quero ver todo mundo aprendendo a dança da Copa, o Armeration.

3 comentários

  1. Ney Alencar disse:

    Na verdade, Montoya era contratado pela Williams desde 1998, como piloto de testes. Simultaneamente, corria na F3000, da qual se tornou campeão naquele ano. Deveria ser promovido a titular em 1999, mas como os cockpits da equipe já se achavam ocupados por Ralf Scumacher e Alessandro Zanardi, Frank Williams resolveu “emprestar” o colombiano para a Ganassi. Correndo na Indy, ele se manteria em forma e ganharia experiência numa categoria top. E ele correspondeu: foi campeão da CART em 1999 e vencedor da Indy 500 em 2000. Aí, Sir Frank chamou-o de volta, dando-lhe o posto de titular em 2001. Mas durante todo esse tempo, Montoya manteve o vínculo com a Williams.

  2. Ney Alencar disse:

    Corrigindo: Ralf Schumacher!

  3. Antonio Pessoa disse:

    Na verdade, a Colômbia no automobilismo é muito mais que apenas o Montoya e a nova geração de pilotos como Saavedra, Huertas e Muñoz.
    A Colômbia está no mapa do automobilismo desde 1971 quando lá foi inaugurado um autódromo com padrão internacional (para a época), em Bogotá, chamado “Autódromo Mejía”, erguido pelo empresário Ricardo Mejía. Neste local realizaram duas corridas extra-campeonato de Fórmula 2 Europeia logo após a inauguração, e teve pilotos do quilate de Graham Hill e Jo Siffert competindo.
    O Autódromo Mejía foi fechado e demolido em 1978, por problemas entre o empresário e a federação local de automobilismo. Mas entusiastas locais se uniram nos anos seguintes para, em 1982, inaugurar um outro autódromo na localidade de Tocancipá, próximo a Bogotá, sendo o único autódromo colômbiano ativo atualmente, e já recebeu corridas internacionais, como a Fórmula 2 Sul-americana em 1986, composta por argentinos e brasileiros.
    Antes de Montoya a Colômbia teve Roberto Guerrero, que correu na Fórmula 1 entre 1982 e 1983, e fez longa carreira na Fórmula Indy entre 1984 e o final dos anos 90, vencendo 2 corridas em 1987, e fazendo pole em Indianapolis.
    Isso, sem se esquecer do obscuro Ricardo Londoño, financiando sabe-se lá por qual cartel colombiano no começo dos anos 80, que tentou disputar o GP do Brasil de 1981 em Jacarepaguá e foi vetado pela FIA. Em 2009 foi assassinado por um acerto de contas qualquer.
    A Colômbia tem em Montoya seu ícone, sua referência, mas há muito mais vida no automobilismo colombiano que o nosso querido e bem conhecido “gordito”.
    Um grande abraço!

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