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15 de fevereiro de 2014 - 13:37F1, Indy

SIMONA, A MELHOR PILOTA

2014-f1-sauber-simonaSÃO PAULO | Ninguém esperava pela notícia de que Simona de Silvestro se tornaria uma “pilota afiliada” da Sauber em 2014. Ninguém sabe direito, também, o que é uma “pilota afiliada”. Mas, o que deu para entender, é o objetivo que a suíça tem para o futuro da carreira: a F1.

Da leva de mulheres que competiu na Indy nos últimos tempos, começando por Sarah Fisher e passando por Danica Patrick, Bia Figueiredo, Pippa Mann e Katherine Legge, Simona é a melhor. Não venceu, mas fez ótimas apresentações andando por times pequenos, como a HVM, e médios, como a KV. Foram trabalhos excelentes, especialmente no ano passado.

A KV pode não ter sido constante, mas Simona se portou muito bem em algumas provas e inclusive foi ao pódio em Houston. Convenceu.

E Simona é muito mais discreta do que Danica, por exemplo. A suíça nunca foi tão midiática quanto a baixinha, e tem um jeito bem mais simples. Mas esse jeito bastou para que ela conquistasse o público, por isso, sua saída é uma perda enorme para a Indy. É uma fofa.

Procurando se reencontrar, a Indy tem tentado encontrar novas personalidades para construir histórias em cima e atrair um público maior nos EUA. Simona era uma dessas apostas.

Agora, ela vai para a Sauber fazer toda a preparação que é necessária para conquistar uma superlicença. Isso quer dizer que, em algum momento, ela deve testar o carro do time, além de participar das atividades nos simuladores e conhecer os bastidores de um time de F1.

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A pergunta que já estamos fazendo é: veremos Simona na F1 em um futuro próximo?

Braço, tem. Levando em conta os pilotos da Sauber, Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil, e os reservas Sergey Sirotkin e Giedo van der Garde, dá para pensar tranquilamente em colocá-la como titular daqui a alguns meses.

Seria o fim de um hiato de mais de 20 anos sem uma mulher na F1. Só homens disputam a categoria desde 1992, quando Giovanna Amati tentou, sem sucesso, se classificar para os GPs da África do Sul, do México e do Brasil.

Para quem não sabe, Amati foi a quinta mulher a se aventurar na categoria. A primeira foi Maria Teresa de Filippis, em 1958, seguida por Lella Lombardi (1974-1975), Divina Galica (1976 e 1978) e Desiré Wilson (1980). A única delas que somou pontos foi Lombardi, no famigerado GP da Espanha de 1975, em Montjuïc. Recentemente, María de Villota e Susie Wolff participaram de testes com as equipes Marussia e Williams, respectivamente.

A F1 está curiosa para ver uma mulher no grid novamente, e essa é uma das melhores oportunidades que a categoria tem para isso.

1 comentário

  1. Fernando Cruz disse:

    A melhor mas nao o melhor suiço, pelo menos avaliando pelos resultados. Fabio Leimer por exemplo ganhou corridas e foi campeao na GP2. Duvido tambem que ela tenha mais potencial do que Giedo Van der Garde, Esteban Gutierrez ou Adrian Sutil.

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